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terça-feira, 4 de novembro de 2014

As cerejeiras da Praça Mario Lago

Tive essa manhã uma experiência do campo do extraordinário. Coisa incrível mesmo, daqueles momentos que você guarda consigo pelo resto da vida.

 

Estava no trabalho, no Centro do Rio. Muito cedo, eu ainda era o único na repartição. Passei pela janela e olhei para a paisagem que sempre ignoro. Dessa vez meus olhos foram surpreendidos por algo novo: a praça estava coberta de flores. Cerejeiras cintilavam um rosa doce, cintilante. Como que saídas de um filme do Kurosawa seus galhos meneavam em uma dança imóvel.

 

De repente era primavera. Como pude deixar de notar?

 

Do 8° andar  o dia ainda era silencioso o suficiente para ouvir o som dos pássaros. Senti-me tão pequeno. Aprisionado na minha gaiola de vidro. As pétalas que se soltavam, corriam pelo chão da praça,  guiadas pela brisa. O sol da manhã acariciava toda a cena e os cariocas...

 

Ah, os cariocas! Estes passavam pelas minhas cerejeiras com suas pastas,  sua pressa. Para eles eram simples ipês,  simples e vulgares ipês-rosa. Para mim eram as cerejeiras da Praça Mario Lago.

 

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