de como não conheci meu grande amor
Foi em uma noite de segunda-feira. Olhou-me curiosa por detrás de seu sanduíche quando me sentei – toda a solidão do mundo naquele sanduíche.
Tinha olhos cansados, do tipo que parecem fartos do mundo, mas que ainda não desistiram dele. Protegidos por óculos de grossos aros olhavam para um celular, sem parar, esperando uma ligação que não vinha. A frustração só a fazia mais bela.
Compreendi que a solidão dela era minha solidão.
Sozinha. E linda. Era o outono. Ali, da mesa ao lado, apaixonei-me imediatamente. Naquele fast food vazio, éramos feitos um para o outro.
Inquieta, parecia incomodada com um dos seus cachos que teimava em cair sobre o rosto. Tinha cachos castanhos e uns olhos de amêndoa.
O telefone não tocava. Sentia seu desalento. Pensei que deveria pular para a mesa do lado, juntar nossas solidões.
Não espere mais, eu diria. Também cansei de esperar. Esse tempo passou. Vem comigo. Vamos viver. Gritar esse berro entalado no silêncio. Rir até gargalhar de como a vida é simples quando se ama. Do passado que passou. Do futuro, que é agora. Vem, pega minha mão...
Mas só terminei meu sanduíche e parti, com minha solidão e covardia, para longe dali.
Sempre fico com gosto de quero mais ao ler seus textos....
ResponderExcluirQuerido meu...
Desculpe demorar tanto pra te "ler" !
Nunca deixe de postar!
Beijos.
ops,aspas no lugar errado...rs
ResponderExcluircorrigindo:"te ler"
Que bom que gostou! :D Espero que tenha gostado da "cara nova" do blog também. :-)
ResponderExcluirAmanhã é quinta-feira e tem mais!
Lindo!
ResponderExcluirAbraço, Mariana.