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domingo, 26 de outubro de 2014

Marianne


Perdoe-me,  minha querida, mas não posso. Eu queria, juro que  queria, mas as condições que me impõe são por demais injustas. Tentei. Tentei muito. Perdi horas do meu precioso sono meditando, buscando o caminho mais liso...

Falhei.

Recuso-me a continuar como estamos. Esse comodismo, essa prostituição do que  sonhamos  chega ser criminosa. Mas o passo a frente que me propõe... é como dois para trás.

Talvez a culpa não seja sua. Talvez seja minha.  Que sonhei alto demais. Que me agarrei a  utopias.

Então, por favor, perdoe-me se me recuso. Se me cansei das trocas de acusações, das injúrias e ofensas. Do cinismo,  das mãos que hora afagam,  hora esbofeteiam. Debati. Argumentei. Até mesmo amigos perdi! Agora chega.
  

Recuso-me a escolher entre os dois cálices. Recuso-me optar pelo veneno menos amargo. Entre as duas opções que me foram dadas, escolho a terceira: lavo minhas mãos. E que você,  minha amada,  minha adorada Democracia,  possa morrer na cruz... Para em glória ser ressuscitada. 


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